quarta-feira, 20 de junho de 2018

CONCERTO DE VERÃO "UNITUNA E AMIGOS"

No dia 13 de junho realizou-se, pelas 21h30m, o "CONCERTO DE VERÃO - UNITUNA E AMIGOS" no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora.
Este concerto foi organizado e promovido pela Unituna da Universidade Sénior do Rotary Club de Caminha.
Neste concerto, os "amigos" da Unituna  foram a Classe de Conjunto de Cordas do 8.º ano, da Escola Profissional Artística do Alto Minho - ARTEAM, Pedro Inglês e o Clube Instrumental da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora.
O convite para a participação neste concerto surgiu após a realização, já usual, do Concerto Pedagógico que a ARTEAM realizou na nossa escola. 
Agradeço muito este convite, pois proporcionou uma experiência "única e maravilhosa" - palavras dos alunos - juntando gerações diferentes, numa partilha de saberes e sentimentos e um agradecimento especial ao professor Jaime Alvarez.

Por último, agradeço e felicito todos os meus alunos que fazem parte do Clube Instrumental, pelo esforço realizado, pela postura em palco e pelos elogios que recebi, pois sem eles nunca os teria tido.

As fotografias são tiradas pelo Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora.







"RONDÓ"

                                        

"BIBBIDI BOBBIDI BOO"


                                         

"GREENSLEEVES"


"PANTERA COR DE ROSA"


"TICO TICO NO FUBÁ"


"A FISGA"


"QUEDA DO IMPÉRIO"


"PLAYBACK"




quinta-feira, 14 de junho de 2018

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO REALIZADO NOS 2.º e 3.º PERÍODOS - 06.06.2018



O Clube Instrumental da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora é constituído por alunos que gostam de “fazer” música nos seus tempos livres, apesar de não a saberem ler.


Aprendem a ser disciplinados, organizados e ganham à vontade para enfrentar o público.
O grupo é constituído por 23 alunos dos 5º e 6º anos com idades entre os 10 e os 14 anos.


Em comum têm o gosto de agradar a quem os escuta e esforçar-se por exercitar o gosto pela música, exibindo variedade de estilos.

No dia 06 de junho de 2018, os alunos  fizeram, em dois turnos, a apresentação do seu trabalho aos seus colegas de primeiro ciclo e aos professores.

As obras apresentadas foram trabalhadas desde janeiro até ao momento, uma vez que no 1.º período trabalharam a "Tocata de Natal". 


"Eu gosto do Clube Instrumental porque aprendemos músicas novas, é divertido e aprendemos a ficar mais à vontade em frente ao público.
A professora é divertida e tenta explicar o melhor possível como se tocam as músicas.
Aconselho os meus colegas a matricularem-se neste clube".
Maya Fredi, 6.ºB

"É um clube único e como eu gosto muito de música, tento sempre dar o meu melhor.
Podíamos ter mais instrumentos cromáticos, mas já temos a sorte de ter uns bons xilofones!
Acho que podermos tocar com a orquestra vai ser muito bom.
Recomendo aos colegas virem para o Clube Instrumental porque é muito divertido".
Nuna Borges, 6.ºB


"É divertido, lúdico e alegre. Aprendemos músicas bonitas e a ter mais contacto com ela.
Eu aconselho os colegas a frequentar o Clube Instrumental porque aprendemos músicas novas, a não ter vergonha porque apresentamos o trabalho  em frente ao público.
É uma boa escolha frequentar este clube".
Joana, 6.ºB

"…. Tenho uma grande honra em participar neste clube e poder participar num concerto, com uma orquestra".
Tiago Bastos, 6.ºA


"As aulas, às vezes, são um bocado cansativas, mas depois passam a ser divertidas.
Para se estar neste clube tem de se ser muito organizado, porque senão fica difícil estudar. No final, recompensa muito.
O clube trouxe-nos coisas boas, como convivermos mais em grupo e conviver mais com a música".
Érica , 6.ºB









"CÂNONE"

                         


"MAHNA MAHNA" - OS MARRETAS


"PANTERA COR DE ROSA"


terça-feira, 20 de março de 2018

CONCERTO PEDAGÓGICO - pela ARTEAM - 2018


No dia 19 de março, realizou-se pelas 15 horas, na sala de Educação Musical da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora, mais um Concerto Pedagógico, promovido pela ARTEAM, Escola Profissional Artística do Alto Minho, sediada em Viana do Castelo.
Este ano apresentou-se uma orquestra de câmara de cordas, constituída por alunos do 8.ºano e dirigidos pelo professor Jaime Alvarez.
Os alunos, além de tocarem várias obras, fizeram ainda a explicação do instrumento que cada um executa.
Assistiram todos os alunos que frequentam o 6.ºano, bem como os alunos de 5.º ano que frequentam o Clube Instrumental e os de 8.º ano que frequentam a opção de música.
Esta parceria mantém-se já há uns anos e permite que os nossos alunos possam assistir a um concerto ao vivo, bem como manusear os instrumentos e conhecer o seu timbre, pois é diferente ouvir o som gravado.
Foi, assim, uma atividade que os nossos alunos gostaram imenso, pelo que vimos aqui agradecer a sempre pronta colaboração da ARTEAM.














sexta-feira, 16 de março de 2018

SARRAÇÃO DA VELHA - 2018






A Sarração da Velha é uma  tradição que se realiza em Afife, desde tempos imemoriais, na quarta-feira da terceira semana da Quaresma e todos os anos começava a ser vivida a partir da quarta-feira de cinzas, com o som dos triquelitraques, angariando fundos através de peditório.


Tradicionalmente, durante esse espaço de tempo e durante as noites, trabalhava-se, em local secreto, no andor da velha e no testamento.


Presentemente, o boneco da velha é feito pelos utentes do centro de dia para apoio a idosos.
Na parte final da Sarração da Velha é esperada com muito entusiasmo e expetativa a leitura do “Testamento”. A maior expetativa sente-se entre as pessoas solteiras, pois é a estas que, geralmente, a velha deixa ficar os seus bens, sem contudo esquecer as autoridades locais e mesmo o padre da freguesia.
O testamento começa com as habituais fórmulas legais, onde não falta o Decreto-lei, a passagem pela assinatura do notário e do juiz, seguindo-se a distribuição dos bens, deixados pela testamenteira.
As quadras do testamento são todas em rima.

Apesar de Afife pertencer ao concelho de Viana do Castelo, há bastantes alunos que frequentam o segundo e o terceiro ciclos na escola. Assim, faz todo o sentido dar a conhecer aos alunos da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora esta tradição.
Na escola começa a preparar-se a atividade no início do segundo período. Tem de se fazer o testamento, onde a velha vai deixar os seus bens aos professores, aos funcionários e aos serviços da escola. Nas quadras, que têm de rimar, os alunos criticam e brincam com os tiques, manias e caraterísticas dos professores e funcionários, assim como o que não estiver correto a nível dos vários serviços. Aprendem, ainda, a utilizar os vários instrumentos e fazem o boneco da velha.

A Velha
Durante o cortejo, existe um andor, no qual é colocado um boneco com o tamanho e a forma de um ser humano do sexo feminino, que é designado por “Velha”.
Segundo a tradição, o boneco representava a pessoa mais idosa de Afife.
A padiola, o sítio onde se prega o boneco, era geralmente construída com varas de austrália ou eucalipto. Nesta estrutura é pregado o esqueleto da velha, composto por uma vara colocada na vertical, onde assentam os ombros e a cintura; a partir destes, nasce o tronco e a saia moldados a partir de vimes ou salgueiros. Na parte superior da vara central é colocada a cabeça que é feita com uma chila ou com um cântaro de barro.
Presentemente, o vestuário do boneco é feito com papel de seda e colocam dentro umas lamparinas.

Na escola, a velha é recheada com papel de jornal e vestida com roupa e bijuterias levadas pelos alunos. Geralmente é uma velha bem gorda e muito engraçada. Os alunos gostam de ver a velha bem enfeitada e muito parola, com chapéu, lenço, colares, óculos, bolsa…
A cabeça da velha é feita com uma abóbora ou cabaça, arranjada também pelos alunos. Este ano, o boneco foi realizado pelos alunos que frequentam a Oficina SentirARTE, dinamizada pelo professor Álvaro Carteado, docente de Educação Visual.


 O triquelitraque ou zaquelitraque é um instrumento indispensável  na Sarração da Velha de  Afife.
Desconhece-se a data de criação deste instrumento, sabendo-se, no entanto, que terá pelo menos 200 anos.
Antigamente, em qualquer habitação da freguesia, existia um triquelitraque; presentemente, já não há tantos na freguesia, tendo sido muitos deles, vendidos a turistas que visitam Afife durante o Verão.
O triquelitraque constitui-se por uma tábua e várias fileiras, que pode ir de uma a quatro, de martelinhos. O cabo desses pequenos martelos de madeira, gira num eixo passado entre dois suportes fixos na tábua.
O som do instrumento varia com a madeira, a espessura da tábua e a quantidade de martelinhos.
Segura-se com uma mão no alto e outra em baixo e sacodem-se fortemente e em cadência certa, de modo a que os martelos batam na tábua todos ao mesmo tempo e num ritmo variado e regular, o que é por vezes um pouco difícil de realizar com perfeição.
A função deste instrumento é produzir o ruidoso som a que todos se habituaram a ouvir logo a seguir à quarta-feira de cinzas, até ao dia da sarração.
Fora esse período, o triquelitraque  não era tocado, ficando a apanhar o fumo das chaminés, que conserva e seca as madeiras, com o intuito de no ano seguinte o seu som ser melhor, pois as madeiras vão ficando ressequidas.
Presentemente, já se veem os triquelitraques em vários cortejos, ao longo do ano.
No cortejo da Sarração da Velha fazem-se três tipos de batimentos com este instrumento:
A marcha é tocada quando o grupo se desloca e é também tocada nos cortejos de peditório;
O sarra é tocado antes da leitura do testamento e por último o esgalha que é usado como agradecimento no peditório e durante a queima da velha.
Acompanham, na Sarração, outros instrumentos, nomeadamente:




Os búzios, que são as conchas grandes;



Os cornos, que são os chifres dos bois;

E a rela ou ruge-ruge que é constituída por uma haste e uma roda dentada sobre a qual gira uma lâmina de madeira.
Em Afife, desde 1978 que a organização da Sarração da Velha tem sido do  NAIAA, Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife.
O cortejo percorre os vários caminhos da Freguesia até ao lugar do Cruzeiro, onde em cima da Centenária Mesa de Pedra se lê o testamento.
Na Escola, a atividade é sempre realizada na mesma semana que em Afife, mas na sexta-feira, devendo-se ao facto da escola possuir poucos triquelitraques e o NAIAA emprestar sempre os da Associação, só o podendo fazer após a realização da atividade em Afife, bem como o fator horário, pois realiza-se sempre às 21:30h. Sendo uma atividade noturna e realizando-se na sexta-feira, no dia seguinte os alunos podem levantar-se um pouco mais tarde.



Este ano, no passado dia 09, 6.ªfeira, os alunos fizeram o ensaio geral pelas 10:30h e, pelas 21:30h realizou-se, uma vez mais, com a chuva a salpicar o testamento, a Sarração da Velha. Mesmo com chuva, os alunos divertiram-se e participaram entusiasmados na atividade.

“Gostei bastante da atividade e dos ensaios, acho que é divertido. Não dava para estar melhor preparada, pois foi um espetáculo. Esta atividade devia continuar nos próximos anos.”
André, 8.ºD
“… É muito fixe participar.”
Gonçalo, 8.ºD
“Eu gostei porque é engraçado   e interessante….”
Tiago B, 6.ºA

“A Sarração da Velha foi engraçada e interessante e poderia continuar a haver porque é uma noite bem passada, a tocar os triquelitraques, o búzio e o corno. O leitura do testamento e a queima da velha são as partes mais interessantes. É muito fixe ouvir o testamento porque tem quadras muito criativas.”
Joana, Matilde e Nuna,  6.ºB

“Gostei muito, acho que foi bastante interessante. Foi pena ter chovido.”
Matilde, 6.ºC

“Gostei de fazer parte da preparação da atividade porque foi divertido tocar e fazer as quadras e é bom saber que a tradição se mantém.”
Diogo, 5.ºA

“… foi muito divertido tocar os triquelitraques. Foi muito engraçado ouvir o professor Flamiano a ler as quadras que os alunos escreveram sobre os professores, os auxiliares e serviços. Estiveram na escola os bombeiros para queimar a velha, porque podia haver algum problema. Começou a chover, mas até foi mais divertido. ”
Bruno, 5.ºB
“… Eu estava muito contente por participar. Gostei muito.”
Rodrigo, 5.ºB
“Eu adorei! Foi uma experiência nova tocar os triquelitraques, as quadras muito engraçadas. Foi maravilhoso. A melhor parte foi quando a  velha estava a queimar e o fogo começou a fazer um redemoinho porque estava vento… Amei, foi fantástico!”
Helena, 5.ºB
“Gostamos, achamos  interessante e é algo diferente. … Foi ainda mais fixe com a chuva.”
Inês, 6.ºA e Inês B, 5.ºD
A VELHA
O CORNO


OS TRIQUELITRAQUESO


A CABEÇA DA VELHA
ENSAIO GERAL

ENSAIO GERAL
ENSAIO GERAL
SAÍDA DA VELHA EM CORTEJO

A PREPARAÇÃO DO CORTEJO
ENSAIO GERAL
A ESPERA....

ENSAIO GERAL - 09.03.2018 - 10:30h
TESTAMENTO PARA OS SERVIÇOS
QUEIMA DA VELHA